FS leva ao campo soluções em proteína bypass para a pecuária leiteira

A empresa destacou a importância dos dados contextualizados, da eficiência nutricional e do uso estratégico do HPDDG em dietas de vacas de alta produção.

A pecuária leiteira brasileira tem avançado em produtividade, tecnologia e gestão, mas ainda enfrenta desafios importantes quando o assunto é eficiência nutricional. Em sistemas cada vez mais intensivos, produzir mais leite não depende apenas de aumentar o fornecimento de proteína ou energia, mas de entender como cada ingrediente se comporta dentro da dieta, qual resposta gera em vacas leiteiras e o impacto que traz para o custo por quilo de leite produzido.

É nesse contexto que a FS – Fueling Sustainability foi para a estrada com a Ordenha Brasil, pesquisa expedicionária da Scot Consultoria, que percorreu propriedades leiteiras em diferentes regiões do país para levantar dados, observar sistemas produtivos e aproximar indústria, pesquisa e campo. Como coorganizadora da iniciativa, a empresa esteve ao lado da equipe técnica da Scot Consultoria nas fazendas visitadas, levando ao produtor uma discussão baseada em ciência aplicada, nutrição de precisão e uso estratégico de coprodutos do etanol de milho na alimentação de vacas leiteiras.

Para a FS, a coleta de dados no campo é apenas o ponto de partida. O verdadeiro valor das informações está na capacidade de interpretá-las dentro do contexto produtivo de cada propriedade. Mais do que acompanhar indicadores, como o aumento na produção de leite, é fundamental entender os fatores que influenciam esse desempenho, como a composição da dieta, o estágio de lactação, o potencial produtivo dos lotes, as práticas de manejo, o conforto térmico, a qualidade dos volumosos e a eficiência no aproveitamento dos nutrientes. Essa análise permite identificar oportunidades de melhoria e apoiar decisões mais assertivas, contribuindo para uma produção leiteira cada vez mais eficiente, rentável e sustentável.

“O dado que muda o comportamento é o dado contextualizado. Não basta registrar ganho de produção em litros, é preciso entender o que gerou aquele resultado”, destaca a empresa.

Essa visão está diretamente ligada ao posicionamento do FS Essencial HPDDG, um DDG de alta proteína desenvolvido pela FS e utilizado como fonte de proteína bypass em dietas de vacas de alta produção. Segundo a empresa, quando o ingrediente entra em dietas isoprotéicas, substituindo parte da proteína convencional, a avaliação deve ir além da produção diária de leite. Indicadores como ureia do leite, perfil de ácidos graxos, persistência da lactação e eficiência de utilização do nitrogênio ajudam a mostrar se a proteína não degradável no rúmen está sendo aproveitada de forma efetiva no intestino.

Na prática, essa abordagem responde a um dos principais gargalos nutricionais da pecuária leiteira: formular dietas que sustentem alta produção sem desperdício de proteína, sem excesso de nitrogênio excretado e com melhor eficiência econômica. Em rebanhos tecnificados, nos quais os ajustes finos na dieta têm impacto direto sobre a produtividade, a saúde metabólica e o custo alimentar, a escolha da fonte proteica passa a ser estratégica.

De acordo com a FS, o diferencial do FS Essencial está no seu perfil de proteína bypass. A empresa cita um estudo conduzido pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), sob coordenação da professora Dra. Marina Danés, em 2023, que caracterizou o produto com 63,0% de proteína não degradável no rúmen (PNDR) e 57,0% de fração digestível no intestino (PNDRd). Esses parâmetros posicionam o ingrediente como alternativa para dietas que buscam maior entrega de aminoácidos ao intestino delgado, local onde ocorre a absorção efetiva.

Outro estudo citado pela empresa, conduzido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob a coordenação do professor Dr. Rodrigo de Almeida, em parceria com a Dairy Inside, em 2024, avaliou o HPDDG frente ao farelo de soja protegido em 288 vacas Holandesas de alta produção, com média de 49,9kg de leite por dia. No delineamento crossover, com 35 dias por período, o grupo alimentado com HPDDG apresentou maior produção de leite, com 50,3kg/vaca/dia, frente a 49,2kg/vaca/dia no grupo comparativo. Também houve menor ureia no leite, de 12,5mg/dL contra 14,5mg/dL, indicando maior eficiência no uso do nitrogênio e menor excreção nitrogenada.

Para a FS, a inovação não está apenas no ingrediente, mas na forma de utilizá-lo. O produto não deve ser visto como uma simples adição de proteína à dieta, e sim como uma ferramenta de substituição parcial e planejada, dentro de formulações tecnicamente equilibradas. Nos estudos apresentados pela empresa, a inclusão de 6,0% de HPDDG em dietas isoprotéicas, com 17,1% de proteína bruta, 10,0% de proteína metabolizável e 6,1% de RUP, foi o ponto central da estratégia nutricional.

“O produto não entra na dieta adicionando proteína. Ele entra substituindo essa proteína com inteligência, dentro de um protocolo que o nutricionista consegue modelar e o produtor consegue monitorar”, afirma a FS.

A presença da empresa na Ordenha Brasil também teve papel estratégico para a construção de relacionamento e a geração de conhecimento. Ao acompanhar as visitas técnicas, foi possível à empresa se aproximar das demandas reais das fazendas leiteiras, observando de perto os desafios enfrentados pelos produtores em diferentes sistemas de produção. Segundo a empresa, estar no campo permite compreender gargalos que nem sempre aparecem em pesquisas convencionais ou em discussões feitas longe da rotina das propriedades.

Para a Scot Consultoria, a participação de empresas que unem inovação, pesquisa e presença prática nas fazendas fortalece o propósito da expedição, que é o de compreender a realidade da produção leiteira no Brasil e transformar as informações coletadas em campo em conhecimento útil para toda a cadeia.

Agência Responsável:

Bela Magrela

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